VOCÊ ESTÁ NO TIME QUE FICA ADMIRANDO OU QUE PÕE EM PRÁTICA?
Em fevereiro de 2019, minha vida trocou de canal. Literalmente. Eu trabalhava na televisão, pedi demissão, arrumei um novo emprego que me dava mais qualidade de vida e voltei a estudar. Fui fazer uma pós em Ciência da Felicidade - e foi através desse caminho que eu cheguei até aqui, na Revista Persona.
Mas, desde que eu tomei essa atitude, o que eu mais escuto das pessoas é: ‘Nossa, que coragem!’. De certa forma, foi mesmo, porque é preciso ter coragem para seguir o que a nossa alma está dizendo! Sim, coragem quer dizer agir com o coração.
E o nosso coração mora na nossa verdade.
A maioria das pessoas morre de medo de se expor. Só que é dando a sua verdade que você vai receber verdade. É a partir daí que a gente vai criar vínculos, vai se conectar com as pessoas! E é isso que dá sentido à nossa vida! É importante lembrar que não é um processo fácil, não é tão simples ouvir nosso coração e mudar o rumo da nossa vida – para onde quer que seja. Para a gente entender bem o que está passando aqui, dentro do peito, leva tempo. A gente tem que cavar... bem fundo. Encontrar caminhos subterrâneos, que normalmente vão nos levar a algum lugar de dor e sofrimento. O nome disso é autoconhecimento. É conhecendo quem somos, o que sentimos e como lidamos com o que sentimos que encontramos o caminho que nos faz feliz. De verdade.
Quando a gente fala em coragem para mudar de profissão, para dar uma guinada na carreira, para terminar um casamento… a gente tem que olhar para os nossos desejos. Muitas vezes a gente está num caminho que o nosso coração não se reconhece. Às vezes, você está fazendo alguma coisa por alguém: seu pai, sua mãe, seus filhos.
Ou, então, isso foi um grande sonho, você chegou lá no topo, realizou o que queria, mas, hoje, ele não faz mais sentido. O seu coração não bate mais com aquele entusiasmo, com aquele amor. É difícil reconhecer isso. É difícil ter que abrir mão de algo que você tanto desejou.
Isso vale para coisas e pessoas.
Minha mãe é filósofa, e tem uma frase que ela sempre falava na minha adolescência:
“Mariana, você pode mudar de ideia quantas vezes quiser. Nada é definitivo na vida, só a morte”. E o que tento me lembrar todos os dias é que posso escolher qualquer caminho, posso andar para frente, dar dois passos para trás, posso ir, mas também posso fazer o retorno a qualquer momento. A mensagem que ficou para mim e que carrego sempre é que, independentemente da minha escolha, não posso abandonar a minha essência - é nela que mora a minha coragem.
E sabe por que eu estou falando tudo isso?
Porque, quem sabe, compartilhando ideias, sentimentos, contando a minha história, de igual para igual… Você não consegue ter coragem para ouvir – o que está dizendo o seu coração?
