Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar deste câncer, ou com doenças cutâneas prévias, são as mais atingidas. O mais frequente (e o menos agressivo) é o carcinoma basocelular. O carcinoma epidermoide e o melanoma são os mais graves, devido à possibilidade de provocar disseminação para outros órgãos. O melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e é mais comum em adultos brancos. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. Usa-se um exame especial chamado dermatoscopia digital que, com o auxílio da inteligência artificial, identifica lesões suspeitas.
Quanto ao tratamento, geralmente será necessária uma cirurgia de remoção com margens de segurança, utilizando retalhos ou enxertos de pele. Em alguns pacientes, será indicada radioterapia ou quimioterapia. Na maioria dos casos, uma pequena cirurgia cura o problema de maneira simples, com anestesia local.
PREVENÇÃO:
Ações de proteção individual contra a luz solar, educação em saúde para a população e promoção de ambientes que propiciem a proteção contra as radiações solares, principalmente nos ambientes de trabalho e lazer, são efetivas para a prevenção.
Para a prevenção do câncer de pele e de outras lesões provocadas pelos raios ultravioletas, é necessário evitar a exposição ao sol, principalmente nos meses de verão, das 10 às 16 horas. Se a exposição for inevitável, deve-se incentivar o uso de chapéus, guarda-sóis, óculos escuros, camisas de mangas longas e filtros solares durante qualquer atividade ao ar livre. O excesso de sol também provoca o envelhecimento precoce da pele.
É importante estimular a procura por proteção física (áreas de sombra), que podem ser desde árvores até edificações, como marquises. As áreas de sombra reduzem em até 50% a intensidade das radiações UV. A neve, a areia branca e as superfícies pintadas de branco refletem os raios solares.
Considerando que os danos provocados pelo abuso de exposição solar são cumulativos, é importante que cuidados especiais sejam tomados desde a primeira infância. O uso do filtro solar não tem como objetivo permitir o aumento do tempo de exposição ao sol, nem estimular o bronzeamento. O real fator de proteção varia com a cor da pele, a espessura da camada de creme aplicada, a frequência da aplicação, a transpiração e a exposição à água.
É recomendado que, durante a exposição ao sol, sejam usados filtros com FPS 15 ou mais, que protejam também contra os raios UV-A. Os filtros solares devem ser aplicados 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada duas horas ou após nadar, suar e se secar com toalhas. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer - INCA)
Por Marcos Ardenghi @ardenghicirurgiaplastica
