Quando um contribuinte recebe o "Termo de Intimação Fiscal", surgem dúvidas sobre como lidar com essa situação desafiadora. Nesse contexto, é essencial seguir algumas orientações práticas para responder adequadamente à intimação da Receita Federal e evitar consequências indesejadas.

Ao responder à intimação, é crucial compreender o papel do fiscal, que deve agir estritamente conforme a lei. Tentativas de emocionar ou persuadir o servidor público podem ser contraproducentes e até mesmo despertar maior interesse em fiscalizar outros aspectos do contribuinte.

É fundamental ser objetivo na resposta, atendo-se apenas ao objeto solicitado. Evite apresentar documentos ou informações não requisitadas, pois isso pode ampliar a auditoria para outras questões ou períodos. Lembre-se de que a auditoria é uma investigação e o servidor público determinará os rumos da pesquisa.

Independentemente do teor da intimação, todas devem ser respondidas prontamente. O silêncio do contribuinte pode resultar em agravamento de multas, caso haja tentativa de dificultar ou embaraçar a fiscalização.

Todas as intimações estabelecerão prazos para atendimento. É essencial respeitar rigorosamente esses prazos, pois o não cumprimento pode acarretar multas adicionais. Lembre-se de que os prazos começam a contar a partir do primeiro dia útil seguinte ao recebimento da intimação, mesmo se for em finais de semana ou feriados.

Tanto a intimação fiscal quanto a resposta do contribuinte devem ser feitas por escrito, evitando comunicações informais como e-mails ou telefonemas. Ao apresentar a resposta, detalhe claramente quais documentos estão sendo enviados para evitar futuros mal-entendidos.

É importante ter em mente o que significa ter a declaração retida na malha fina, os principais rumos que isso pode ter, as causas mais comuns de ser pego na malha fina e os riscos de ser autuado, especialmente quanto às multas e juros cobrados junto ao imposto supostamente omitido.

Ao receber uma intimação fiscal, é natural surgirem preocupações, mas com assessoramento jurídico adequado, conhecimento e uma abordagem correta, os contribuintes podem enfrentar esse processo com confiança. Responder de forma objetiva e respeitar prazos garantirá uma abordagem sólida diante das exigências fiscais, evitando problemas desnecessários e assegurando a conformidade.

Por fim, um breve conselho: se, no caso concreto, você ficar com dúvidas, ou o problema apontado pelo Fisco parecer complexo demais, busque o auxílio de um advogado de sua confiança para defender seu patrimônio contra cobranças indevidas.

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POR: RODRIGO DIAS

@sourodrigodias

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